Quem disse que o vinil é coisa do passado? Com o decorrer dos anos ele provou que é imortal e que o gosto pelos “bolachões” tem atravessado gerações.

Virgílio Savarin que o diga. O empresário movido pelo amor à música e ao vinil, construiu uma história de sucesso à  frente da loja Savarin Music, um  templo para colecionadores e dos amantes da boa música que não sucumbiu  à internet.

Localizada na região central de Curitiba, a loja é dona de um acervo de respeito com os mais diferentes estilos musicais, que onde também é possível encontrar outros formatos de mídias musicais, cds, dvds, blu-ray, além de equipamentos como toca-discos.

Na loja, Virgílio Savarin e os filhos trabalham em sintonia para atender o visitante, disponibilizando todo conhecimento em música adquiridos em mais de 30 anos de mercado. E nós do Eu Amo Curitiba fomos lá e registramos os detalhes que  traduzem o astral da loja mais tradicional da cidade, conversamos com Virgílio Savarin que nos transportou para uma verdadeira viagem no tempo.

Eu Amo Curitiba (EAC): Como começou sua história com a música?

Virgilio Savarin (VS): Tudo começou com um garoto sonhador que teve a felicidade de cair na melhor loja de Curitiba na época, que era a Wings Discos. Comecei como pacoteiro, office-boy, vendedor, gerente até chegar no cargo de gerente geral, passei a ter um conhecimento sobre música, fiz amizade com grandes conhecedores do assunto e aprendi muito. Com a passagem dos anos, a Wings acabou e surgiu a Savarin e os clientes que gostavam da boa música passaram comprar comigo na Savarin.

(EAC): Quantas lojas você teve?

(VS): Comecei na Saldanha Marinho em 1983, depois abri outra um pouco para frente da Saldanha Marinho. Em 1990 surgiu o cd, eu fui um dos primeiros trazer o cd para o Brasil. Foi quando eu montei uma nova loja de 400m² que ficava na Rua Drº Muricy, quando começou a cair a venda do cd passamos para a Rua Ébano Pereira, 186 onde ficamos um tempo e depois viemos aqui para Saldanha Marinho, 336 onde estamos até hoje. Sempre na região central.

(EAC): Como foi para você a transição do vinil, para o mp3 ?

(VS): Eu estava acostumado trabalhar só com o vinil e montei minha loja no mesmo segmento. Em 1990 surgiu o cd, tinha um loja com 40 funcionários, com a passagem dos anos surgiu a internet recebi um telefonema do meu fornecedor em Miami comunicando que o pessoal lá estava baixando música. Depois disso as vendas começaram a cair tive que reduzir tudo. O vinil começou a voltar e devagar, foi pegando corpo novamente e os clientes que já compravam o vinil voltaram para a loja. O perfil do cliente que gosta de ouvir música em mp3, no celular é diferente do perfil do cliente que gosta de ver a capa, de pegar o vinil. Ainda tenho esse público e dá para sobreviver. E eu creio que não vai acabar tão cedo pelo fato que esse cara passou para o filho que passou para o neto. Hoje eu tenho uma clientela de jovens muito bacana que vem na loja conversar comigo para manter a coleção deles. Esse novo perfil de cliente herda o som, os discos dos pais ou dos avós e estão curtindo o vinil. Eu creio que ainda vai muito longe.

(EAC): A Savarin Music também trabalha com encomenda de cd, dvd, blu-ray e vinil importados e aparelhos de som?

(VS): Também fazemos esse trabalho. Nós temos aqui na loja vinil e cd americano, italiano, francês, japonês. Se não tiver na loja a gente importa e traz sob encomenda para o cliente. Sobre os equipamentos fazemos uma assessoria, ás vezes o cliente tem um equipamento antigo e não usa. Orientamos para arrumar ou vendemos um equipamento novo.

(EAC): A música marca momentos, qual música marcou sua trajetória? 

(VS): Quando eu entrei na Wings para arrumar emprego estava tocando Billy Paul – Me and Mrs Jones. Essa foi a música que marcou o começo de tudo.

Espaço para curtir boa música!

Opções para todos os gostos musicais.

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