O Dia da Libertação da África é celebrado no dia 25 de maio e em Curitiba no Memorial de Curitiba houve uma comemoração no último final de semana com uma feira, apresentações de música, cultura, gastronomia, artesanato, além de palestras.

Esse dia pretende resgatar a importância do continente, celebrar sua beleza, riqueza e as contribuições negras na fundação e desenvolvimento de Curitiba e de todas as cidades centenárias do Paraná.

A data marca a luta do povo africano por independência e libertação colonial e a fundação da Organização da Unidade Africana, em 1963, em Addis Abeba, na Etiópia. Participaram daquele momento histórico 32 estados africanos.

“Para nós, afrocuritibanos e africanos da capital do Paraná, os desafios vão desde o reconhecimento da existência da nossa população afrodescendente, negada historicamente, desmistificando a falsa ideia de que em Curitiba não existe população negra”, diz Adegmar da Silva Candiero, assessor de Direitos Humanos e Igualdade Racial de Curitiba.

Alguns exemplos de contribuição positiva da presença negra no desenvolvimento da capital foram, entre outros, os mestres construtores especialistas em taipa, responsáveis pelas mais antigas edificações da cidade; os africanos detentores das técnicas milenares de prospecção, extração e fundição do ouro, do bronze e do ferro; e a participação dos brilhantes engenheiros negros irmãos Rebouças na qualificação do mate para exportação. (Fonte: Fundação Cultural de Curitiba).

No momento em que estive no Memorial de Curitiba, apresentava-se no palco o coral Vozes da Angola, cuja origem é a cidade de Luanda. Eles possuem um repertório eclético de músicas africanas (cantadas em dialetos regionais), de autoria própria (cantadas em português), músicas brasileiras e outras. A banda é formada por Emília Cussama, Delfina Amarilis, Manuela Reis, Isabel Yambi, Jacob Cachinga, Mauricio Dumbo e Rui Kelson. (Fonte: página do grupo no Facebook).