Há muitos (muitos!) anos, assistindo ao Jornal da Globo, vi o Paulo Francis comentar o filme “Rain Man”, com Dustin Hoffman e Tom Cruise. Ele começou com uma frase que nunca me abandonou:

Há um momento em que, sinceramente, chega!

Talvez esta frase possa definir 90% do cinema blockbuster americano. Entendo, há um desespero para levar gente aos cinemas e fazer “qualquer negócio” é imperativo. Mas há um momento em que, sinceramente, chega! É uma sequência de mesmas coisas que não tem mais fim.

Este novo produto da franquia criada por Steven Spielberg, usa e abusa das repetições. Parece novela da TV Globo.

Este novo produto da franquia criada por Steven Spielberg, usa e abusa das repetições. Parece novela da TV Globo. Mistura interminável dele próprio, de King Kong, daqueles filmes lixo onde uma ilha é destruída por um vulcão, bandidos que são todos parecidos com o malvadão de “Avatar” e resoluções que são as mais previsíveis possíveis. Há sequências inteiras que são cópias do primeiro Jurassic Park. Só que em vez da cozinha é o teto da casa, por exemplo. Mas talvez o que mais torra a paciência neste filme é o comprometimento escravo do realismo. Mas realismo em CGI e com dinossauros? Falta fantasia, falta verdadeiro sentido de aventura, falta verdadeiro sentido de espetáculo. Falta beleza! É só susto e correria!

E pra terminar a facada, altas sequências que parecem tiradas de novelas como “Chispitas” ou da Polianna da Disney. Transformar um velocireptor no ursinho Poof é demais pra qualquer mínima inteligência.

E Chris Pratt sem humor é absolutamente nada.

Enfim… Dá pra fazer de conta que você não sabe nada, que o cinema não tem passado e assistir ao filme. O tempo passa, não dói, nem faz cócegas.

É isso.