Uma boa forma de dar a sua contribuição para melhorar o mundo é acostumar-se a ir ao cinema assistir a OBRAS DE ARTE! Não se limitar apenas à pura diversão. 

Claro, nada contra a diversão, mas é indiscutível que uma boa obra de arte abre portas ao espírito, estimula a transformação e nos dá uma percepção diferente do mundo, além do que está apenas ao alcance do nosso nariz. Por que eu digo isto? Porque eu ficaria muito feliz de ver filas diante da bilheteria de qualquer cinema onde estivesse passando, por exemplo, TRAMA FANTASMA/PHANTOM THREAD, o novo filme de Paul Thomas Anderson. (Está em cartaz em Curitiba!) Daniel Day-Lewis não deixa por menos e oferece mais uma interpretação de cair o queixo e que, segundo ele, marca a sua despedida do mundo do cinema. Uma pena porque Daniel Day-Lewis é um daqueles patrimônios artísticos vivos difíceis de encontrar. Como Meryl Streep, Fernanda Montenegro, Marco Nanini e alguns outros.

Mas voltando a TRAMA FANTASMA. É, em uma frase, porque não gosto de contar as histórias dos filmes, uma obra de arte sobre a genialidade e a paixão obsessiva. Digo que baixou um Luchino Visconti em Paul Thomas Anderson e ele filmou essa história com luxo, elegância e profundidade. Daqueles filmes onde o diretor literalmente esculpe o tempo para que a platéia deguste as mais variadas emoções dos personagens em suas riquezas. Das melhores às piores emoções. Daniel Day-Lewis, Vicky Krieps e Lesley Manville  dão performances máximas e acompanhá-los em suas  delicadezas é um exercício de puro prazer. Fotografia, edição, figurinos e trilha sonora para se apaixonar. Enfim, TRAMA FANTASMA é uma OBRA DE ARTE! Que tal