Abra a janela, sinta essa brisa mansa que vem do lado de fora, dê asas a imaginação e pronto!

Muitas vezes é assim que iniciamos uma leve viagem no embalo de uma boa história.

Curitiba como bem se sabe, é tida como um celeiro de grandes artistas. Dentre eles é claro, estamos nós, os contadores de história.  Quem é que ao passar pelos corredores de algumas das grandes livrarias da nossa cidade, não se surpreendeu com uma história bem contada, vinda de longe, ás vezes seguida de uma música, uma mala, uma sombrinha colorida!

Esse é o povo que guarda a narrativa oral, que perpetua a tradição de contar histórias ao longo de gerações, histórias nascidas há muito tempo, ou inauguradas no dia presente.

Como por aqui se “Fala o quanto vale”, então vale muito dizer que nada é tão gratificante quanto ver os olhinhos atentos de quem se senta nesses espaços lúdicos pra ouvir nossas histórias. A  reação de espanto das crianças ao saberem que não, o gato malhado não se casa com a andorinha Sinhá, ou que o nome da fruta misteriosa que ninguém podia comer sem saber  é Carambola… É, esse foi um ano muito intenso para os contadores . Tivemos que nos adequar à realidade política e cultural em que se encontra nosso país. Tivemos que falar mais alto, levar nossas histórias pra outros lugares, outros formatos, onde houvesse pessoas dispostas a nos ouvir. Houve até quem dissesse que pra manter nosso ofício, precisaríamos nos enquadrar no formato da academia. (Que fique claro, que nada tenho contra a formação acadêmica). Mas quem é capaz de ditar de que barro é feito um contador de história, se as histórias  estão por aí, voando com o vento, desde que o mundo é mundo?

Sim, essa é uma matéria, emotiva, de resistência, como resistem aos anos, todas as histórias .

Uma reflexão, acerca do quanto nos faz bem sentar, esquecer os compromissos lá fora e nos entregar  ao mundo mágico das histórias.

E que elas possam seguir fazendo cosquinha na boca de todos os contadores, para que assim, continuem fazendo morada lá onde ainda habita a nossa infância.

Um ótimo ano, cheio de histórias pra você, caro leitor do EU AMO CURITIBA!!

Abaixo, deixo uma pequena lista de alguns dos contadores que atuam em Curitiba pra você não perder o fio da meada.

Cia Girolê 

É formada pelas artistas Caroline Casagrande, Cleo Cavalcantty e Moira Albuquerque. Iniciou suas atividades em 2006 e desde então, desenvolve montagens de contação de histórias, à partir de dramaturgia própria, ou adaptações da literatura e poesia, utilizando elementos das artes cênicas, visuais e musicais. A Cia Girolê atua na livraria Saraiva do Shopping Mueller, eventos, aniversários, feiras literárias, escolas, etc… Esse ano a Cia Girolê participou do 1° Curitiba Mix, com a FLIB- Feira Literária de Bolso. Para saber mais sobre a Cia Girolê acesse:

ciagirol.blogspot.com.br

Carlos Moreira 

Carlos Moreira é ator e contador de histórias e coordena o projeto Histórias com Carlitos!

Para saber mais sobre suas peripécias é só acessar o blog : www.historiascomcarlitos.blogspot.com.br.

Histórias da Ailén

                                                               

Ailén Roberto é atriz e contadora de histórias. Pra quem não sabe, é a argentina mais brasileira que vive no mundo das histórias. Pra saber mais das suas histórias é só acessar seu canal:

https://www.youtube.com/channel/UCAz42sUWVKaC3rpZo97E5-g

Contarte 

Fundada em 2013, a ContArte é uma empresa voltada para a Arte decontar histórias e resgatar o Universo lúdico, seja através de Oficinas Artísticas, leituras, brincadeiras educativas ou  Peças teatrais. Sob a Batuta de Gizáh Fukushima, a Contarte faz contações na livraria Saraiva do Shopping Mueller, eventos, escolas, aniversários, etc…

Para saber mais sobre a contarte acesse:

https://www.contartecuritiba.com.br/