O relato de um encontro com o Anãozinho do Paletó Verde/ O contato com a arte e o artista


No NA-NU acreditamos muito no poder que o contato próximo com a arte e com artistas tem de causar impactos positivos para as pessoas e para a sociedade.

Para essa edição da coluna do NA-NU aqui no Eu Amo Curitiba resolvemos trazer um relato de nosso editor, Lucas Fernandes, que ilustra bem a importância do contato com a arte e com o artista:

Quando eu tinha 6 anos, meus pais me levaram no mercado e na sessão de livros e gibis uma capa me chamou atenção, A Volta do Anãozinho de Paletó Verde. Ganhei o livro e pela próxima semana li e viajei longe naquela história. Um tempo depois, em um passeio pelo centro, meus pais me levaram em uma livraria. Fuçando na sessão infantil encontrei outro tesouro, O Anãozinho de Paletó Verde. Eu gritei para os meus pais “Olha, é outro livro do anãozinho”. Meus pais não ouviram, mas um senhor que estava por ali me perguntou “Você conhece esse livro?”, eu respondi “Sim, tenho a continuação ‘A Volta do Anãozinho…‘, agora quero ler esse”. O senhor, de terno, cabelo engomado e sério me respondeu “Eu sou o autor desses livros”. Naquele momento tudo mudou na minha cabeça. Autores… artistas… não são aquelas pessoas distantes e perfeitas na televisão? Não moram nos Estados Unidos? Não são ricos e famosos, andam com seguranças e de limusine? Saí de lá aquela tarde com um livro autografado (meu primeiro autógrafo) e, talvez ainda sem saber, mas com a arte mais próxima de mim. O encontro com o autor L. Romanowski, a conversa inocente que pude ter com ele, ler aqueles livros sobre o mundo da imaginação, foram determinantes na minha vida. E talvez não fosse isso, não estaria aqui falando de arte e defendendo a sua importância.

30 anos depois, ainda com o livro autografado na minha prateleira, resolvi resgatar a história de Romanowski e divulgar sua obra em nosso blog NA-NU. Em minha pesquisa, descobri a vida fascinante de um escritor, nascido no interior do Paraná, filho de imigrantes poloneses, que trabalhou na lavoura até os 12 anos, publicou seu primeiro livro em 44 e foi best-seller com O Anãozinho do Paletó Verde. Romanowski faleceu em 1997, mas sua vida e sua obra são um importante capítulo da história da arte e da literatura local. Se você quer conhecer o trabalho desse incrível, premiado e versátil escritor, dá uma olhada no que a gente escreveu sobre ele.

L. Romanowski

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