O queixo chega a cair quando a gente vê aquelas passarelas cada vez mais trabalhadas no glamour a la America’s Next Top Model, em que as modelos são magérrimas e fazem o carão de sempre. Só não sei se a gente fica espantada pela beleza dos looks ou por eles serem extremamente diferentes do que a gente vê nas lojas. Ou ainda, nas ruas.

Mas não é essa moda que é a que vale? Aquela que a gente vê desfilando e realmente usando peças que, muitas vezes, não eram nem cogitadas pra sair na rua. Quem prova e aprova as tendências, é a gente! A coisa toda funciona em uma harmonia meio intangível pra nós; o fato é que funciona. Em algum momento, quando você vê, toooooodo mundo tá na XV usando aquele tamanco que era odiado até meses antes.

Como quase-publicitária/comunicadora, aprendi a ver tudo com um olhar mais crítico. E isso, no fim das contas, me ensinou a ver, de verdade. Ver como as coisas, principalmente as que me interessam, se transformam o tempo todo. Nisso, entra a moda. Essa coisa maluca que nasce em passarelas e cresce no meio do povo. No meio da rua, no meio da nossa cidade, no meio dos rolês. E é mais ou menos isso que eu vim falar e, principalmente, mostrar aqui.

Meu primeiríssimo Rolê da Moda curitibano é nada menos que um rolê publicitário que rolou no sábado do dia 03/03, o aniversário de 8 anos da Agência 110, onde eu trabalho. Afinal, qual seria o dia melhor para começar esse rolezão todo do que unindo duas partes minhas – a da moda e a da publicidade?

Essa é a Letícia, a primeira cobaia, por assim dizer, que entrou nessa brincadeira. Assim que ela entrou no rolê, a roda já cresceu pra elogiar o look, com toda razão, é claro. Afinal, o couro dá essa sensação de rockstar, e, na medida e com peças certas, realça tudo de melhor que tem pra ser realçado. Saias de couro, principalmente, são um tantinho traiçoeiras, mas a Leti conseguiu arrasar nelas, e AINDA combinou com essa ankle boot maravilhosa. Se não bastasse toda essa lacração darkness e monocromática, a jaquetinha b&w da Adidas é a peça final do look, ou seja: menos rocker, mais blogger.

A próxima da fila do rolê é a Ana, que não precisa de muitas peças/acessórios pra mostrar seu estilo, não é mesmo? O básico já cumpre – maravilhosamente – sua função: polo preta, bermuda listrada, e alpargata estampada. Anotou a receita? O contraste de cores (olha só o b&w aí novamente) e estampas (misturar pode!!!) é o jogo principal do look.

A vez do Igor chegou, mas o tiro desse look chegou ainda antes. A mistura das cores arrasou tanto que não sei se começo pela estampa ou pelo jeans; por que não pelos dois? A camisa dobrada (dobras sempre muito bem-vindas) por dentro da calça já são a fórmula pronta para qualquer look. Mas o Igor foi muito além: a calça pantacourt estampada combinando com o bege do sapato foi o xeque mate. Além, é óbvio, desses detalhes: dá uma olhada na composição das bijus douradas com o cinto e a bolsa preta. Obrigadíssima por esse look, Igor.

A Edilaine é a prova viva de que roupa sem estampa é super estiloso, e não, não precisa de

acessórios. O segredo é como vestir. A saia com cós na altura da costela e a blusa amarrada de lado foram a chave pra dar certo, comprovando que look bonito não é sobre as peças em si, mas sim como você usa e abusa delas. You go, Edi!

Pra finalizar, a Bianca chegou arrasando assim que entrou com o cabelo rosa e a mochila prateada (beirando o holográfico!!!!!!). Com esses detalhes, ela consegue abusar do dark monocromático (olha ele aí de novo) tranquilamente, com franjas (na roupa E no cabelo), cós alto, e anabela. Não tinha como acabar melhor.

Posso dar por encerrado esse rolê, mas só porque tem muito mais pra vir e pra ver dessa moda escondida (ou não) em Curitiba e nos curitibanos. E é óbvio, porque tem muito mais rolês pela frente.