Película Super 8 do curta Doces Amargos

Enfim, o primeiro post do blog. Obviamente, só poderia ser usado para esclarecer quem sou, sobre o que falarei e o que quero. Num primeiro momento até parece fácil, mas falar de cinema nunca é tão simples assim…

O blog será escrito a quatro mãos. Cada autora com uma proposta de temas, tão abrangentes que agora a única opção sensata é dar algumas dicas, pois as meninas do Rolo de Filme não querem se comprometer em caixinhas. Inaiara, cinéfila-psicóloga, trará textos de crítica e análise de filmes. Eu, Luciane, cinéfila-historiadora, escreverei sobre história do cinema, em especial aquele que é feito por gente daqui de Curitiba – sim, nós temos nosso cinema, e até algumas histórias! Escreverei sobre nossos filmes, nossos realizadores, nossos festivais, tentando mostrar que temos muitas coisas acontecendo na cidade que merecem serem vistas.

Se há algo de encantador no cinema é sua capacidade de gerar conversa. A gente assiste a um filme e logo pensa “tal pessoa precisa assistir isso!”. A pessoa assiste também. Então temos uma boa conversa (às vezes não; acontece). Concordamos, discordamos, defendemos nossas opiniões, tentamos justificá-las. Sempre temos um filme na ponta da língua. Um filme puxa o outro, e vira aquele rolo. É isso que queremos: falar de cinema, dar dicas, discutir, refletir, assistir com vocês essas imagens em movimento que passam por nossas vidas e acendem nossas ideias.

Como escreveu o grande Paulo Emílio (guardem esse nome) em seu primeiro texto no jornal Brasil Urgente, em março de 1963, “Divagar acompanhado não é grave. Só, é ridículo e, o que é pior, inútil. Não deixem”. Que poderia eu fazer além de referenciá-lo já no título deste texto? Faço dele minhas palavras: que divaguemos juntos, leitores e leitoras.