A produção de quadrinhos de Curitiba é intensa, uma das maiores do Brasil, provavelmente não ultrapassando apenas a de São Paulo. Se bem que nos anos 70, fomos graças a Grafipar, a maior produtora de quadrinhos do Brasil, responsável por muitos quadrinistas terem se mudado pra nossa cidade e fomentando a linguagem dos quadrinhos na cidade. Tudo isso acabou culminando no surgimento da Gibiteca pelas mãos do Key Imaguire, e a Gibiteca teve como um de seus primeiros professores de quadrinhos o Cláudio Seto, o grande editor da Grafipar, surgindo assim um grande legado.

Hoje contabilizamos mais de 250 títulos locais, das quais mais da metade foi lançada nos últimos 5 anos. Só em 2016, ano de Bienal de Quadrinhos de Curitiba, foram lançados 56 quadrinhos o que indica que 2018 muitas mais HQs devem sair por ai. Com todos estes números surge a dúvida da onde surgem todas estas revistas. Mesmo com grande parte vindo de iniciativas independes que não chegam a configurar uma editora, alguns selos surgiram à partir do surgimento da Gibiteca e este é o tema da exposição que abre no dia 04 de março, as 19h, na Gibiteca, a instituição que com seus cursos e demais ações foi o berço de quase toda essa produção.  

A exposição das editoras de Quadrinhos de Curitiba, que acontecerá na sala Noviski, traçará um panorama das editoras locais á partir da Grafipar, contando com a participação das 13 editoras Quadrinhofilia, Quadrinhópole, Ursereia, Manjericão, Lobo Limão, Mig Mag produções, Estronho, UCM Comics, Bugio, Ursa Maior, Ink Blood Comics, Na-nu, La gougoutte, finalizando com uma mostra individual da editora e produtora de animação Dogzilla numa mostra de trabalhos inéditos para comemorar seus 10 de existência.

As exposições ficam em cartaz de 04 de Maio à 04 de agosto nas duas salas de exposição da Gibiteca das 9 as 12 e das 14 as 18h de terça à sábado.