Dionísio e poesia


Wine bar traz tecnologia singular, Deus do vinho e 24 tipos de vinhos em taças

“É bom que seja assim, Dionísio, que não venhas.

Voz e vento apenas

Das coisas do lá fora”

Hilda Hilst

 

 

O Diô é um Wine Bar inspirado nas festanças do Olimpo. Lá Dionísio, deus do vinho e do teatro vai receber você com uma taça de vinho na mão.

Foi inaugurado no dia 04/12 no Vila Urbana o mais novo complexo gastronômico de Curitiba.

Com o calor que estava a fazer no sábado 15/12, Diô, o próprio Dionísio em sua parte humana me recebeu com uma taça de espumante saída da máquina dos Deuses que eles têm por lá.

Espumante geladinho, que sai para nós mortais por R$20,00 a taça. Isso é uma novidade do espaço: a tecnologia exclusiva de um equipamento em estilo de chopeira – Bubbles on Tap – que permite o consumo de espumantes diretamente do barril, preservando o frescozinho poético, os aromas de poemas, os sabores de palavras e pressão da bebida, tal como na garrafa.

O gosto do espumante era de curiosidade pelos segredos da divindade e cheiro de vontade por conhecer mais a parte humana de Dionísio.

Para quem não sabe ele é assim: metade humano, metade divindade. É filho de Zeus, o poderosão, e Sêmele, uma humana.

Com esta mistura virou o Deus do vinho, pois carrega também estes desejos carnais.

Representado nas cidades gregas como o protetor dos que não pertencem à sociedade convencional, simboliza tudo o que é caótico, perigoso e inesperado, tudo que escapa da razão humana e que só pode ser atribuída à ação imprevisível dos deuses.

O papo com o Dionísio seguiu na presença dos sócios proprietários do Wine Bar Alessandro Catenaci e Stefen Deckert que são amigos íntimos do Diô, alias, foram eles que convenceram o Deus a morar na capital.

Segundo Alessandro, a ideia é democratizar o acesso ao vinho e extinguir a ideia de que vinhos bons são necessariamente caríssimos. E que se precisa estar em uma adega chique para tomar vinho.

Diô concordava com que Alessandro falava enquanto tomava a terceira taça de espumante.

“Enganaram-me quando disseram que fazia frio na cidade.”. Disse Diô virando a taça.

A poesia dionisíaca continuou com os próximos vinhos que tomei.

O primeiro foi um VINHO VERDE ROSADO, de Portugal. É verdade, não consigo ficar sem tomar vinho português. O vinho tinha um aroma intenso e frutado, sabor de palavras ditas por um Deus, paladar com notas de fruta fresca, morangos e mirtilos, na língua gosto de sol.

O segundo um malbec, Los Haroldos, vinho argentino, 100% malbec, apresentava um aroma fino e elegante, de frutas vermelhas e maduras. Aroma de tarde gostosa e gosto de bons momentos.

Os primeiro vinho harmonizou poeticamente com Lua de mel, uma tábua de Frios – mix de queijos nobres (brie, raclete e emmental), acompanhado de mel de Jataí e geleia de amora, castanhas e pães.

Hum, delícia poética!

Dionísio comentou em meu ouvido enquanto Stefen se levantava que esta era sua tábua de frios favorita.

O Wine Bar traz também uma tecnologia importada altamente poética: um equipamento que permite armazenar e conservar os rótulos para que o cliente possa escolher se quer degustar em taça ou comprar a garrafa. A novidade comporta 12 garrafas de vinho em temperatura ideal, fazendo com o líquido saia até a taça sem ter contato com o ambiente externo, garantindo que as características da bebida permaneçam sem alterações e a qualidade seja preservada por até 3 semanas.

“Grande parte da nossa carta poderá ser comprada em garrafa ou em taças, conforme o desejo do cliente. E essa facilidade é graças a esse equipamento, considerado o que tem de mais moderno no mercado. É a primeira máquina dessa linha a chegar no Brasil”, acrescentou Stefen se despedindo de Diô com um abraço.

Diô estava tão encalorado que pediu ao paizão Zeus para mandar uma chuva. Ela chegou enfurecida.

Nem por isso a festa parou ou o vinho deixou de chegar à nossa mesa.

Quando mesmo que você encontrará Dionísio?

Ele vai gostar de ver você por lá. Pode chamá-lo de Diô.

 

 

“Porque te amo, Dionísio,

é que me faço assim tão simultânea

Madura, adolescente

 

E por isso talvez

Te aborreças de mim.”

Hilda Hilst

 

 

 

SERVIÇO

Vila Urbana – Rua Marechal Deodoro, 686 – Curitiba (PR)

Horário: 10h às 22h