Experiência poética na Vinícola Franco Italiano


A vinícola Franco Italiano se tornou pioneira na Região Metropolitana de Curitiba na fabricação de espumantes.

Quer conhecer um lugar aconchegante, refinado nos mínimos detalhes, pautado na família e no amor pela terra? Então, chega mais para conhecer a minha experiência na Vinícola Franco Italiano.

 

Foto Elvo Fasbinder

 

A ideia foi da minha amiga Olga que já estava a retornar à vinícola pela terceira vez, desde a primeira visita ela tinha se encantado com tudo que vou contar para vocês. Partimos rumo à Colombo. Colombo? Vinho de Colombo? Mas Débora, vinhos de Colombo não são somente vinhos coloniais ou vinhos ruins? Aliás, vinho brasileiro é sempre um vinho ruim, não é? Calma gente, eu também tinha este pré-conceito antes de começar a tomar vinhos nacionais, existem vinhos coloniais, que merecem todo o nosso respeito, é questão de gosto, há vinhos ruins e existem vinhos finos brasileiros ótimos como são estes que provei na Vinícola Franco Italiano.

 

Foto Elvo Fasbinder

Na entrada já somos recebidos carinhosamente por alguém da família Ceccon Rausis. Aos sábados às 11 horas da manhã tem sempre um mini-curso para que possamos conhecer mais sobre a família e os vinhos do dia.

Neste dia a apresentação ficou por conta de um dos filhos, Fernando Rausis, o outro filho é o Juliano Rausis, eles procuraram diversificar a linha de vinhos produzidos pela família e foram buscar conhecimento na França para elaboração de espumantes pelo método champenoise, e também outros estilos de vinhos finos. Com isso, a vinícola Franco Italiano se tornou pioneira na Região Metropolitana de Curitiba na fabricação de espumantes, iniciando assim uma sucessão de conquistas.

Fernando conduziu o mini-curso que nada mais é que uma reunião com pessoas animadas para degustar os vinhos que ele nos apresentou. Conduziu tudo de uma maneira simples e apaixonada pelos vinhos que produz.

 

Foto Elvo Fasbinder

Chegamos onde os vinhos descansam nas barricas e sentamos nas mesas preparadas para nós, os vinhos para serem degustados estavam em decanters, para que o vinho pudesse abrir mais aromas e mais gosto, ou seja, ficar mais poético.

 

Foto Elvo Fasbinder

Quando o primeiro vinho estava a ser servido, bem-humorado o Fernando nos disse para esperarmos a explicação antes de bebermos. “Lamber o beiço para esperar a prova.”. Foi o que disse rindo uma mulher sentada próxima de mim.

 

Foto Elvo Fasbinder

Provamos a Linha Paradigma. A linha Paradigma Rotto proporciona uma experiência única, nunca realizada no Brasil: a união de diversos terroirs colhidos nas melhores safras do país que, juntos, mostram uma mistura de aromas, sabores e sensações. Poesia gente, poesia. “É a paixão que move na hora de fazer.”. Fernando deixou as palavras pularem da boca. Na sequência, disse que foi uma loucura humana fazer este vinho. Pois como tudo na vida para se elaborar bons vinhos também é preciso ter coragem e determinação.

Vamos à poesia destes vinhos?

O primeiro que provamos foi o Cabernet Franc, para mim tinha cheiro de amigos, vinho leve, frutado, cor viva, seis anos de idade.  “Deus nos abençoou com um sol mágico”, nos contou Fernando.

Degustar é prestar atenção nos sentidos, e foi o que fizemos degustamos o vinho. Tinha gosto de companhia.

O segundo vinho foi o Corte Bordalês, são três safras, três regiões, 1886 garrafas produzidas. No cheiro tinha mais especiarias, pimenta negra, caramelo de fundo, cheiro de risada, teor alto de poesia. No paladar, tinha gosto de amizade duradoura. Vinho que dá vontade de comer rodeado de bons amigos.

Agora se segura aí na cadeira ou onde você estiver que vem o vinho mais poético do dia. Tannat 2012, safra inigualável, contém 16% de álcool. O que Débora, 16% de álcool? Sim, isso mesmo, eu escrevi certo, você leu certo, 16% de álcool.

 

Foto Elvo Fasbinder

 

Fernando nos contou que ele até pensou que o aparelho que mede o açúcar da uva estava estragado quando viu que o aparelho registrou 34 brics. Já começa toda a poesia aqui. É que o açúcar no processo de fazer o vinho vira álcool, aí já viu de onde veio 16% de álcool, não é? No aroma, o vinho tinha cheiro de azeitonas negras, cacau, cheiro de janela aberta para qualquer lugar que você queira. Na boca, adivinha? Gosto de poema. Este é um vinho de reflexão, você se alimenta de vinho, não precisa comer nada.

 

Da esquerda para a direita Felipe Luís Moraes, eu, Fernando Rausis, Juliano Rausis e Dirceu Rausis. Foto Elvo Fasbinder

Vocês acham que acabou? Que nada agora vamos ao almoço. A gente chegou ao restaurante e nos receberam com muitos sorrisos. O atendimento foi impecável do começo ao fim, aliás, me senti sempre à vontade em todos os locais da vinícola. Tudo começou no Buffet de saladas, minha nossa, lembra-se dos detalhes que falei? Estão aqui novamente, tudo estava em harmonia, cheguei a salivar de lembrar-me das coisas que eu comi: Carpaccio mediterrâneo, Fusili, tomate seco, azeite e salsinha, Primavera, Mix folhas, morango, gorgonzola e castanha, Beterraba, rúcula e nozes, Tomates italianos, queijo e pesto de manjericão e tinha muito mais delícias.

Meus amigos e eu harmonizamos nosso almoço com o vinho da linha Sincronia, uva Shiraz, ano 2014, o vinho só poderia ter esse nome, pois estava tudo sincronizado. Depois vieram os acompanhamentos, massas artesanais e carnes. Vou colocar aqui os meus favoritos de cada um do dia senão não consigo acabar de contar minha experiência para vocês, pois tinha muita coisa deliciosa. Panachée de legumes, Gnocchi ao funghi secchi e Tilápia grelhada ao molho de laranja e cenoura.

Aí gente do céu, chegou a hora das sobremesas, pensa em uma mesa cheia de sobremesa. É isso que tem lá na Vinícola Franco Italiano para se deliciar à vontade. Pensa em uma mesa com Tiramisú, Bavaroise, Banoffee, Sagú com creme inglês, Torta limoncello, Pudim de leite condensado e Salada de frutas.

Quanta poesia adocicada para a língua!

E depois de tudo isso, você pode fechar com chave poética tomando um licor e um café, o licor é feito na vinícola o Limoncello, o nome já é poetizado, não acham? E sabem o teor alcoólico? 43%. Isso mesmo, o meu rosto esquentou no primeiro gole, delicioso, depois disso é só pegar o seu tapete disponibilizado em frente ao restaurante para deitar na grama e curtir a poesia do local.

Foto Elvo Fasbinder

 

Foto Elvo Fasbinder

Gente, que dia agradável, vai lá e compreenda com seus próprios sentidos, depois me conta como foi. Um brinde poético.
Até mais.

 

Serviço

  • Fone +55 41 3621-1211 • Rua Rodolfo Camargo, 26 – Colombo – PR

 

www.francoitaliano.com.br

http://facebook.com/vinícola.francoitaliano

http://instagram.com/vinicolafrancoitaliano

 

**Valor do almoço por pessoa: R$ 69, fora bebidas.

Se for almoçar, o mini-curso com a degustação dos vinhos sai de graça.:

 

 

Para ver mais:

http://facebook.com/deboracornescritora

http:instagram.com/debora.corn