Vamos falar de vinho? Que tal começar pelo olfato?

Tudo principia com a percepção de que seu olfato não está treinado, ele é prestativo, porém sem destreza. O vinho aborda o nariz numa explosão de aromas: jasmim, manga, pêssego, especiarias. Entretanto você não sabe dizer exatamente se é uma fruta madura ou verde. Canela é um perfume de esperança se distingue na inspiração do alento.

Após treinar a charada, ela gira e contorna cada vez mais curiosa e você vai observar que o vinho que está a tomar guarda cheiros de acetona e fruta vermelha madura, outro mostra fragrância de pimentões, frutas frescas e capim-limão.

É um mundo de poesia quando se abre uma garrafa de vinho!

E ainda nem o tomamos, permanecemos a articular simplesmente em relação ao bálsamo.

A língua já está insana para sentir os sabores da bebida em visual rubi ou em amarelo-palha.

Sinta o primeiro gole e dê a sua percepção: no instante o poema prosseguirá a proferir amor ou descontinuará. Às vezes o perfume é irônico e o gosto é de paixão, ou seja, o vinho fala de mar no cheiro, mas no sabor fala de saudade.

Em suma, a fragrância constitui demasiado perfume e o sabor é rude, no paladar o vinho compõe um abarrotado de notas e no aroma exala apenas um acorde; o paladar pode também combinar com o que o aroma previu. O líquido na taça em tom vermelho granada, amarelo-esverdeado ou âmbar é um alfarrábio repleto de versos.

Vamos fazer um teste? Tome um vinho de sua preferência, depois me conta que cheiros você encontrou. E não dê limites para as descrições, elas vão desde cheiro de sapato até o cheiro da casa da avó no Natal. É tudo brincadeira, lúdico mesmo, sem erro ou acerto, sinta o cheirinho e se divirta.

Até logo!