Há quatro anos, atravessei o oceano e fui lançar o meu primeiro livro, “Joni Depi me chamou pra ir ao samba”, em Portugal. Foi lindo e continua sendo…

Lembro-me de beber sangria e vinho nas margens do Tejo. É, Portugal me ensinou a apreciar vinho.

Eu já gostava, sempre gostei de um bom vinho entre amigos. O meu preferido o tinto, porém aprecio também o branco e o rosé, as preferências nessa ordem.

Mas foi lá em Portugal entre o fado, o bolinho de bacalhau, as sardinhas e as caves que eu aprendi a ter o vinho como companhia.

E melhor aprendi a ver nele a sua poesia.

Sim, a poesia do vinho.

Desde o plantio até a nossa boca.

Quanta história em uma garrafa de vinho, quanto suor, quanto sentimento. Já havia pensado nisso?

Se não, da próxima vez que abrir uma garrafa de vinho pense nos versos cheirando às uvas.

Deixo para vocês um poema do meu primeiro livro para ler saboreando com um vinho português em algum parque de Curitiba, que tal o Botânico ou o Barigui?

Vou pra um lugar sem dono

Vou pra um lugar sem dono

Onde eu seja dono dos meus pés

E caminhe até sua boca

Vou pegar este avião

Voar entre as nuvens

Dizer olá às estrelas

Pegar a lua pra você

Atravessar o Atlântico

Ser dono de mim

E do seu mais singelo olhar

Um brinde poético!

Bye