Espetáculo teatral encenado na Torre do Mon tem temporada gratuita  


A nova montagem de Diego Fortes d`A Armadilha Cia de Teatro, “Poses para Dormir”, é um texto inédito no Brasil da argentina Lola Arias  

Valor

Gratuita

Outras informações

Local: Espaço Araucária - na Torre do Museu Oscar Niemeyer (MON) – Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico. Entrada franca: Os ingressos começam a ser distribuídos 1h antes do início de cada sessão, na porta da Torre do MON. Temporada: Até 30 de setembro, de quinta a domingo. Quintas e sextas às 20h. Sábados - sessão dupla - às 18h e às 20h. Domingos às 18h

Em cartaz  até o dia 30 de setembro no Espaço Araucária, na Torre do Museu Oscar Niemeyer (MON) a peça Poses para Dormir  apresenta o texto da dramaturga argentina Lola Arias. Inédito no Brasil, a peça tem tradução e direção do curitibano Diego Fortes. Comportamento humano, sonho, morte e identidade são alguns dos temas da peça. A cada cena, os 4 personagens em cena estão diferentes, as situações absurdas geram momentos cômicos de um riso nervoso. Poses para Dormir é uma experiência descolada da realidade.

A peça

A história  se passa em um futuro antiutópico, em dois apartamentos que ocupam o andar de um prédio em uma cidade sitiada pela guerra. A peça é uma instalação fantasiosa que retrata uma espécie de fim do mundo, ond

e as identidades das personagens Nadia (Guenia Lemos) e seu marido Bruno (Diego Fortes), se confundem com a dos vizinhos Jota (Richard Rebelo) e Tao (Giuly Biancato) em uma série de coincidências absurdas.

Devaneios do fim do mundo. Foto Divulgação.

 

O espetáculo é uma experiência instigante, uma provocação: assistir a uma peça de teatro num lugar não convencional, um texto que não é tradicional e que lida com ambiguidades, as coisas não são uma coisa ou outra, elas têm mais de um significado ao mesmo tempo”, afirma Diego Fortes sobre a obra.

Diego Fortes

Com essa obra, Diego Fortes retorna à Curitiba depois de temporada em São Paulo, onde dirigiu “Molière”, estrelada por Matheus Nachtergaele, Renato Borghi e um elenco de 14 músicos e atores, muitos deles de Curitiba. Molière é sucesso de público e crítica e está agora em temporada no Rio de Janeiro.

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Sobre A Armadilha:

A Armadilha, fundada e dirigida por Diego Fortes, atua há 17 anos e é conhecida por apresentar propostas fundamentadas num permanente processo de pesquisa e criação em dramaturgia, e por reunir em suas produções teatrais, refinamento conceitual,   compreensão e a acessibilidade de diversos públicos.

Alguns dos trabalhos d´A Armadilha: Bolacha Maria (2008), Jornal da Guerra Contra os Taedos (2009), Duas da Manhã (2012) trouxeram autores até então inéditos no teatro no Brasil e foram muito bem recebidos pelo público e pela crítica.  

A Armadilha também tem um trabalho focado na dramaturgia original, os espetáculos Café Andaluz (2005) e Os Leões (2006) foram escritos por Diego Fortes sob pseudônimos.

Os Leões chegou a ser considerado pela crítica nacional como o grande destaque do Festival de Teatro de Curitiba em 2007. Foi encenado em São Paulo, a convite do SESC no Projeto Primeiro Sinal, em Salvador, no l Festival Nacional de Teatro da Bahia – 2007 na Mostra Nacional e em Brasília, na Caixa Cultural e abriu o XVI Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga em 2009.

Além dos trabalhos próprios, A Armadilha organizou junto com outras companhias as 3 primeiras edições da Mostra Novos Repertórios, evento especial do Festival de Curitiba onde são exibidas peças e leituras de companhias de teatro contemporâneo.

Em 2011, organizou a Mostra Outros Lugares – teatro de novos autores, que reúne peças com textos originais e inéditos.

Com o objetivo de promover a formação de plateia em teatro, com bastante frequência, promove apresentações com ingressos gratuitos nos espetáculos concebidos e distribuídos com verbas públicas, acreditando ser uma medida necessária e democrática de acesso à cultura. Por isso, a pesquisa artística está direcionada a obras de alta qualidade e reflexão artística, sem perder de vista a comunicação com o público, mesmo que seja a primeira oportunidade deste público de entrar em um teatro.

No MON

A temporada em Curitiba é curta, apenas 1 mês no MON e os ingressos podem ser retirados com 1h de antecedência na porta da Torre do Museu, onde normalmente os visitantes saem. Para essa temporada, os espectadores entrarão diretamente na Torre, que dá acesso direto ao Espaço Araucária. O espetáculo tem duração de 60 minutos, comporta 48 espectadores por sessão e não é recomendado para menores de 16 anos.

Ficha técnica
Texto: Lola Arias
Tradução: Diego Fortes
Direção: Diego Fortes
Atores: Giuly Biancato, Guenia Lemos, Richard Rebelo e Diego Fortes
Iluminação: Nadja Naira
Operação de luz: Elisa Ribeiro
Cenário: Guenia Lemos – Prego Torto & Cia
Cenotecnia: Willian Batista – Studio Fabrika
Figurino: Maureen Miranda
Direção de Movimento: Ane Adade
Trilha Original: Fábio Cardoso
Produção Executiva: Ludmila Nascarella
Comunicação e Mídias Sociais: Luísa Bonin – Platea Comunicação e Arte
Design: Blanc.ag Design e Conteúdo
Fotos: Eika Yabusame (E-Photos) e Olívia D’Agnoluzzo
Maquiagem foto: Juliane Lis Siebert
Vídeos: Alan Raffo
Coordenação Financeira: Rubens Neves – Operativ Consultoria