Os Pálidos retorna ao Centro Cultural SESI  Heitor Stockler de França


Os Pálidos tem como ponto de partida dois clássicos de Luis Buñuel

Valor

PAGUE QUANTO QUISER

Outras informações

De 03 a 07 de julho de 2018 Terça a sábado às 20h Centro Cultural SESI  Heitor Stockler de França Av. Mal. Floriano Peixoto, 458

O Centro Cultural SESI  Heitor Stockler de França recebe de volta em curta temporada a peça Os Pálidos. O espetáculo assinado pela CiaSenhas de Teatro, integra o Projeto CiaSenhas ACIONA! As apresentações acontecem a partir de 3 de julho, de terça a sábado,  sempre às 20h00. A entrada é Pague Quanto Quiser.

O espetáculo
Os Pálidos foi criado a partir de dois polos: a relação com o espectador (já experimentada em outros trabalhos do grupo) e a reflexão sobre estados de inércia, paralisação e anestesia em um ato urgente de pensar o mundo e a cena.  

Os Pálidos tem como ponto de partida dois clássicos de Luis Buñuel: O Anjo Exterminador e O Discreto Chame da Burguesia.

A peça, com texto e direção de Sueli Araujo, acontece em dois ambientes simultaneamente, dividindo a plateia, mas mantendo uma conexão permanente entre os espaços e com “os públicos”.

Em cena, ao invés de personagens tradicionais, os atores exploram vozes contraditórias, visões de mundo e formas de pensamento e conduta que tentam forjar uma atitude, construir um gesto que faça a diferença no mundo.

Porém, são seres paralisados, medicados e em estado de absoluta suspensão. Em dissonância a este estado das coisas, a cena é revestida com diversos tipos de plantas, investindo na possibilidade de percepção da vida para além da quase morte e apatia das figuras da montagem.

Ao mesmo tempo em que o espetáculo aciona um tipo de humor desestabilizante e estabelece pontos de relação com o espectador, cria espaços de discussão sobre criação de condições de sobrevivência e de formas de estar junto. São situações em que um tipo de micropolítica está sugerida.


Em Os pálidos, artistas e público, buscam saídas e entradas em um jogo potente de presença. Trabalha com a ideia de que, segundo Eliane Brum estamos: “Esvaziados de ilusões e de formas, aquele que precisa construir um rosto tem medo. Em vez de disputar democraticamente, o que dá trabalho e envolve perdas, prefere o caminho preguiçoso da adesão. E adere àquele que grita, saliva, vocifera, confundindo oportunismo com força, berro com verdade.”

Ficha Técnica
Dramaturgia e Direção – Sueli Araujo
Atuação: Anne Celli, Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo, Rafa di Lari e Sueli Araujo
Direção de Movimento – Cinthia Kunifas
Cenário e Figurino – Paulo Vinícius
Designer de Som – Ary Giodani
Designer de Luz – Wagner Corrêa
Direção de Produção – Marcia Moraes
Produção Executiva – Edran Mariano
Designer Gráfica – Adriana Alegria
Assessoria de Imprensa – Fernando de Proença
Fotos – Elenize Dezgeniski