Peça ‘Urubu Comum’ estreia no Teatro Novelas Curitibanas


Realizado pela Companhia de Teatro do Urubu, espetáculo escrito e dirigido por Michele Ferreira fica em cartaz entre os dias 6 e 30 de setembro

Valor

Entrada gratuita

Outras informações

Urubu Comum Data: 6 a 30 de setembro, quinta a sábado às 20h; domingo às 19h Endereço: Rua Carlos Cavalcanti, 1222 Classificação: 14 anos Comédia Dramática

A partir do dia 6 de setembro, a Cia. de Teatro do Urubu  ocupa o Teatro Novelas Curitibanas com sua primeira montagem: a peça ‘Urubu Comum’ – uma espécie tipicamente brasileira que vive no zoológico de Michelle Ferreira. O elenco traz experientes atores como Anderson Caetano, Gustavo Gusmão, Igor Kierke, Michelle Pucci e Carolina Meinerz.

Peça inaugural da Cia. de Teatro do Urubu, o espetáculo investiga essa espécie tipicamente brasileira: um animal que espreita e saliva a carcaça das outras espécies. Contudo, a abordagem não é pessimista, sempre em busca de um entusiasmo perdido. A peça também debate a distância do que se é e do que se quer ser.

‘Urubu Comum’ ficará em cartaz de quinta a sábado, às 20h e domingos, 19h, com entrada gratuita. A temporada se estende até o dia 30 de setembro.

‘Urubu Comum’

Foto: Elenize Dezgeniski

Com texto e direção de Michelle Ferreira (SP), “Urubu Comum” coloca em cena um casal de professores que vivem em um apartamento decadente de uma grande metrópole. Senhora G e Senhor F, em um dia comum, recebem a visita do investigador T que busca desvendar um caso que ocorreu no edifício que os professores moram: quem foi o morador que jogou um peixe pela janela e acertou uma menina de rua provocando a sua morte? Enquanto isso, um urubu comum sobrevoa a cidade.

Escrita em 2004, dentro do Círculo de Dramaturgia do CPT, essa é a primeira peça escrita por Michellle Ferreira, que é uma das artistas mais instigantes da cena paulistana. A montagem  da Cia. de Teatro do Urubu utiliza-se de uma versão do texto realizada por Michelle em 2011. Revestido por uma estética kitsch, Urubu Comum transita entre a presença dos atores na cena e uma construção caricatural dos personagens, remetendo ao surrealismo que, através do humor inteligente e visceral, busca uma coerência de vida outra.