E se…. eu morresse amanhã!?

Já parou pra pensar no que vc deixou de ser quando vc cresceu? Quantos sonhos você sonhou e que ao longo do tempo deixaram de ser importantes?Quantas pessoas vc deixou de conhecer ou se envolver por medo ou insegurança? Quantos amigos de infância vc ainda tem contato?

De repente, como num sopro vc percebe que chegou aos 40. E Sim, pode ser um papo clichê, mas clichês à parte , uma hora a gente se convence de que realmente a vida passa na velocidade do vento.

Sentada na plateia do Estúdio Delirio, fui fazendo minhas, as reflexões dos personagens da peça Se eu morresse amanhã.

Como na peça,  me peguei pensando em quantas taças de vinho eu deixei de tomar, quantos beijos eu deixei pro dia seguinte, quantas cidades deixei de visitar e nas coisas que ainda estão por fazer…

Se eu morresse amanhã, é um daqueles espetáculos que faz a gente sair do teatro transformado, cheio de vida, de planos e reflexões.

Se você ainda não tem programa para esse fm de semana, dá uma passadinha pelo estúdio Delírio, tenho certeza que você não vai se arrepender!

 

Serviço:

Texto e elenco: Edson Bueno e Ricardo Westphalen
Direção: Edson Bueno
Elenco: Edson Bueno e Ricardo Westphalen

 

Foto: Maringas Maciel

Cleo Cavalcantty

Cleo Cavalcantty é mineira de Barbacena, atriz, produtora, contadora de histórias, formada pelo grupo de teatro mineiro Ponto de Partida. Residente em Curitiba, sagitariana até a última gota. Amante das artes cênicas e outras delicadezas. Numa curiosa junção de "pão de queijo com pinhão”, Cleo escreve para a nossa coluna de Teatro "Fale quando vale" com o olhar do expectador. O modo como uma obra é capaz de mobilizar, afetar e sensibilizar o outro, através de sua linguagem.