Um arquiteto chamado Frederico Kirchgässner

 

 

Muito antes da criação dos cursos de arquitetura na nossa cidade e antes da arquitetura modernista ser a principal expressão dessa arte em Curitiba e no Brasil, uma das primeiras manifestações do modernismo no Brasil aconteceu na década de 1930 na forma de uma casa ousada até para os padrões de hoje no bairro do São Francisco. O seu autor? Frederico Kirchgässner.

Poeta, pintor, arquiteto, construtor, urbanista, agrimensor, Frederico Kirchgässner, nascido em Karlsrube, Alemanha, foi trazido para o Brasil com seus pais e registrado como nascido em 12 de abril de 1899 em Ibirama, Santa Catarina.

Mudou-se ainda criança para Curitiba, estudando na Deutcheknabeuschule do Colégio Bom Jesus. Mais tarde, incentivado por um tio, reitor da Escola Feminina de Baden Baden, inscreveu-se em um curso por correspondência no Kunstschulle de Berlim.

Kirchgässner começou a trabalhar na Prefeitura de Curitiba, como desenhista, em 25 de junho de 1916, permanecendo no Departamento de Urbanismo até se aposentar.

Em 1929, Kirchgassner viajou para Berlim, onde prestaria os exames e conseguiria o diploma de arquiteto, frequentando também curso de Belas Artes. Ali, conheceu Hilda, que viria a se tornar sua esposa.

Em 1930, construiria a sua própria casa onde a 13 de Maio, Jaime Reis e Portugal se encontram, que hoje é tombada pelo estado e é considerada a primeira manifestação da arquitetura modernista em Curitiba e uma das primeiras no Brasil. A casa chamava (ainda chama) a atenção pela ausência de telhados, pelos pórticos e pela utilização do terraço do último pavimento como observatório da cidade.

Além da sua casa, projetou e construiu a casa para seu irmão Bernardo na Visconde de Nacar e o edifício da Rua Portugal.

Infelizmente, a cidade não entendeu a sua visão vanguardista e Kirchgässner não teve muitas possibilidades de desenvolver outros projetos, dedicando-se assim mais ao urbanismo – como um dos responsáveis pelo primeiro plano diretor de Curitiba. Faleceu em Curitiba em 19 de agosto de 1988.

Fontes: Artigo de Aramis Millarch e o livro Arquitetura do Movimento Moderno em Curitiba de Salvador Gnoato.

Washington Takeuchi

O engenheiro elétrico Takeuchi, sempre se interessou por fotografia. Foram várias câmeras e muitas histórias registradas através do olhar treinado pelas referências colecionadas ao longo da vida.
Estudou na Omicron Escola de Fotografia. Mantém como projeto autoral desde 2009 o blog Circulando por Curitiba, onde diaria e ininterruptamente publica suas fotografias, tendo sempre a cidade de Curitiba como o fio condutor.
Teve fotos publicadas em livros, jornais, revistas e sites. Realizou em 2015 a exposição individual Circulando pela Arquitetura Modernista de Curitiba na Carmesim Espaço de Arte e Design, que passou também pela UTFPR, Shopping Jardim das Américas, Edifício Anita e Uninter. Material que rendeu o livro de mesmo título.
Com sua inseparável câmera vai nos conduzir para todo canto e nos contar histórias da cidade de um jeito muito peculiar. Ah, sorte nossa porque Washington Takeuchi assina a coluna de fotografia do nosso site, chamada “Além do Olhar”.