Um filme sobre o tempo – e uma dica para desacelerar

“O tempo tem passado tão rápido, que eu já deixo a minha árvore de Natal montada dentro do armário.”
Assim começa “Quanto tempo o tempo tem”, um filme que fala sobre o tempo e a falta dele na nossa vida.

O documentário de Adriana Dutra foi lançado em 2015. Agora, a produção vai conseguir alcançar mais pessoas, porque, desde o início de julho, está disponível no Netflix.

um filme sobre o tempo
Imagem: Divulgação
#paracegover na imagem, o cartaz do filme, em que aparece escrito: Quanto tempo o tempo tem, um filme de Adriana Dutra. No canto esquerdo da imagem, a Monja Coen. Abaixo, aparece o texto: assista agora na Netflix.

A partir de um questionamento da diretora, que percebeu que não tinha tempo para fazer muitas coisas que precisava e que gostaria (nem tempo para fazer esse filme, como diz em uma das falas logo no início), o filme surgiu como um desafio. O contrato determinava que ele deveria ser criado, produzido e finalizado em um ano. 365 dias para entregar um filme sobre o tempo.

Deu certo? A indicação ao prêmio de melhor longa-metragem documentário na 16a edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro confirma que sim. O público pode eleger o filme preferido, nesta e em outras categorias, no site da Academia Brasileira de Cinema a partir de 01 de agosto.

Motivos para ganhar o prêmio não faltam. Não existe quem não pense sobre o tempo pelo menos uma vez por dia, geralmente como fonte de preocupação. E os 76 minutos do filme tratam desse assunto através de depoimentos de convidados importantes. Entre os entrevistados, físicos, filósofos, cientistas, um médico geriatra, e vários outros nomes de peso. Alguns conhecidos são a Monja Coen Sensei (que estará em Curitiba na semana que vem), o jornalista Arthur Dapiève, a escritora Nélida Piñon, o cineasta Arnaldo Jabor e o sociólogo italiano Domenico de Masi.

A dica é: desacelerar pensando sobre o tempo

Que tal você aproveitar o final de semana para assistir ao documentário e analisar a sua relação com o tempo?
Espero que você goste da sugestão, porque eu acredito que não vai ser um tempo perdido!

Fica susse e até o próximo texto! 🐌 

Veja o trailer:

 

 

 

 

 

Cibele Castro

Cibele Castro já foi médica e trabalhou no mundo corporativo. Hoje é Slow Life Coach: acompanha pessoas para alcançarem seus objetivos respeitando seu ritmo próprio. Cibele acredita que o ideal é incorporar o Slow Life ao seu estilo de vida antes que o excesso de velocidade se transforme em ansiedade, hipertensão, depressão e outras consequências negativas. E garante que isso pode ser feito independente da sua profissão, idade ou cidade onde mora. Cibele assina a coluna "Tô Susse" aqui no Eu Amo Curitiba, que fala sobre comportamento e rotina curitibana, ditando uma nova ordem - DESACELERE.